terça-feira, 26 de maio de 2009

ÁS DE TRUNFO (1): Brittney

(Só tenho pena que a primeira atribuição da maior distinção deste blog não tenha direito a fotografia)

A um amigo nada negamos. Um amigo nada nos nega.

Há amigos que caminham apenas nas patas traseiras (vulgo pernas). Há amigos que caminham apoiados nas quatro patas. Mas, quando são amigos, são-no sempre, para toda a vida e incondicionalmente, de todas as formas.

Sobre a amizade, conto-vos aqui uma história que apanhei na Lusa.

Há cerca de duas semanas, o norte-americano Scott Seymour, residente em Grand Rapids, levou a sua cadela buldogue ao veterinário, que descobriu que Brittney, de nove anos, tinha vários tumores malignos, podendo não sobreviver a uma cirurgia. De imediato, o dono excluiu o recurso a tratamentos de quimioterapia, por considerá-los muito duros para a cadela, e também o abate, optando antes por lhe administrar medicação para aliviar as dores até a morte suceder naturalmente, o que poderá ocorrer dentro de alguns dias.

Com este gesto, Scott Seymour salvou a própria vida.

No domingo, Brittney, acordou-o com o seu latido a tempo de os dois escaparem da casa onde moravam, que se encontrava já em chamas. O incêndio acabou por destruir a habitação, mas, graças a Brittney, Scott escapou são e salvo… e com vida, após se ter recusado a terminar a vida da sua amiga.

Provas de amizade como estas dizem-nos que vale a pena viver.

E que todos se lembrem da Brittney, agora que está prestes a começar a época negra do abandono de animais. Quem abandona, pode estar a condenar um animal à morte… mas pode também estar assinar a própria sentença de morte.

Pensem nisso.

6 comentários:

SILÊNCIO CULPADO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
SILÊNCIO CULPADO disse...

Dr.Mento

Os animais são efectivamente espectaculares. Deles recebemos grandes provas de afecto e de gratidão. Nunca se cansam de nós nem recusam as nossas dádivas.
A história que contaste, e que eu desconhecia, é um exemplo entre muitos. Temos muito a aprender com os cães no que respeita a fidelidade, prazer em estar com os donos que amam, capacidade de se adaptarem a várias circunstâncias sempre com alegria e capacidade de entrega.

Abraço

R. Rudoisxis disse...

Realmente um bom texto, em que a convivência com os ditos animais irracionais nos tráz agradáveis surpresas e nos mostra a protecção e o amor que eles nos dão.
Amigos no sentido vernáculo e coloquial da palavra, que não exigem e não apontam o dedo quando falhamos.
Às vezes penso se na realidade tenho amigos entre as muitas pessoas com quem me relaciono e muitas vezes fico impotente em relação a apontar qualquer uma dessas pessoas como um verdadeiro amigo. É que nem tudo o que luze é ouro.
Um abraço

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDO AMIGO, BELO TEXTO... SIMPLESMENTE SUBLIME... ABRAÇO DE CARINHO,
FERNANDINHA

São disse...

Por alguma razão se diz que o cão (sempre a mania do masculino!) é o melhor amigo do ser humano, que ás vezes nem merece...

Boa noite.

Maria João disse...

Quantas lições de lealdade e dignidade são dadas pelos animais.
Pena que o Ser Humano ande a faltar às aulas e reprove na conduta... infelizmente cada vez mais!

Um abraço