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sábado, 22 de agosto de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (14): Pensamentos de Ossonoba

Após uns dias para reorganizar a minha vida (é incrível como, depois de uma semana de férias, possa haver tanta coisa para fazer e tantos detalhes para tratar), estou de volta com uma série de posts referentes à minha estadia em Faro. Para qualquer pessoa, poderia ser uma viagem perfeitamente corriqueira, não fosse o detalhe de a capital algarvia ser uma cidade com a qual mantenho ainda grandes laços afectivos.

Fiquem, pois, atentos às crónicas de Ossonoba.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (13): O regresso da cidade onde jaz Ramalho Ortigão

Após uma semana a banhos na capital algarvia, eis-me de regresso a casa, ao ONZE DE ESPADAS, à Internet (estive numa cursa de desintoxicação tecnológica, onde nem uma simples televisão de quatro canais cabia), à civilização e ao Mundo das coisas que vão acontecendo.

Nas próximas horas, vou tentar ligar-me às coisas que aconteceram nesta semana e prometo que, em breve, voltarei a postar.

Até já (tipo TMN).

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (12): Este estabelecimento encontra-se encerrado para férias do pessoal

O ONZE DE ESPADAS informa os seus estimados leitores e seguidores que, nos próximos dias, o ilustre e mui sábio Dr. Mento vai a banhos na solarenga cidade dos seus nobres antepassados. Lá, emerso entre o aroma da alfarrobeira e o forte odor dos mares do Sul, os privilégios da Internet são única e simplesmente um velho resquício de um mundo que o nosso insano cronista deseja esquecer por momentos.

Sem mais a acrescentar,

Eternamente grato pela vossa preferência,


Dr. Mento

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (11): Sem partidos, sem inteiros

Com a aproximação das Eleições Legislativas e Autárquicas, temos assistido ao nascimento de novos blogues de índole política, por norma, a favor ou contra este ou aquele partido. Muitos desses blogues contam, entre os seus colaboradores, com membros de outros blogues bastante conhecidos, que assim encontram espaço para discorrerem sobre as suas ideias ou filiações políticas.

Nada contra. A Internet é um espaço de liberdade e a Constituição dá-nos espaço para sermos acérrimos defensores de quem bem entendermos e de quem acharmos que é a melhor opção para conduzir os destinos de Portugal e dos seus órgãos autárquicos. Se feito com ponderação e educação, o debate de ideias pode ajudar-nos a perceber melhor as ideias de cada um dos partidos (e respectivos candidatos) que irá a votos em Setembro e Outubro. A todos estes blogues (sou visitante de muitos deles), desejo a melhor sorte do Mundo e muitos e bons posts.

Contudo, numa altura em que o debate político e a defesa das respectivas damas vai tornar-se cada vez mais aceso, convém fazer um esclarecimento quanto ao ONZE DE ESPADAS: Esta mesa não apoia quem quer que seja. Aqui, todos estão sujeitos ao escrutínio do Dr. Mento, que elogia, critica e analisa quem bem entender e quando bem entender, sem distinções partidárias. Como já o disse anteriormente, José Sócrates, Manuela Ferreira Leite e os demais líderes partidários são pessoas, são humanos, têm virtudes e defeitos. Interessa-me, sobretudo, analisar essas mesmas virtudes e defeitos, deixando a escolha final a cada um de vós.

Esclareço igualmente que não tenho qualquer filiação partidária, apesar de, em temos, ter estado filiado num dado partido (não interessa qual). Com o passar do tempo, desiludi-me com esse mesmo partido e, em grande medida, com muitas das pessoas que dominam a actual vida política portuguesa, as quais fazem questão de deixar na sombra gente de muito, muito valor. Além do mais, sou uma pessoa de princípios e estes incluem valores como a liberdade (de acção e de pensamento), os direitos humanos, a solidariedade e o progresso social, económico, tecnológico e ambiental. Bem sei que quase todos os partidos andam com estes valores na ponta da língua, mas também sei que muitos são metidos na gaveta logo na primeira oportunidade.


Nota final: Entretanto, reparei que muitos dos meus últimos posts têm andado em torno do PS (e nem sempre de forma muito elogiosa). Que não seja por isso. Sai um JOKER para o PSD. Há golpes de espada para uns, há golpes de espada para todos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (10): 100

Eis-nos chegados ao centésimo post do ONZE DE ESPADAS, a obscura sala de jogo onde uma enigmática criatura, que diz ser um tal Dr. Mento, deixa fluir para a pena estranhos pensamentos que lhe atormentam a alma. Já antes o fazia, mas os jornais em papel, com as suas limitações de espaço, caracteres e outras, não eram o local ideal para que a liberdade se expressasse da forma adequada.

Confesso-vos que o rumo que este blog tomou não era aquele que, inicialmente, havia planeado. De certa forma, imaginei que este espaço seria somente um local de sátira, de escárnio e maldizer, onde, pela via do humor, tentava colocar sal em algumas feridas da sociedade e da vida política portuguesa. Isto sucedeu na época em que os meus posts eram publicados em simultâneo com a minha actividade como jornalista, a qual, como decerto já se aperceberam, acabei por cessar há algum tempo (de forma voluntária). Quando deixei de ter um espaço físico, em papel, para tentar desmontar e analisar certos episódios do dia-a-dia de um país, senti, de certa forma, um vazio, que acabou por ser preenchido aqui, no ONZE DE ESPADAS. É por isso que, actualmente, os textos de humor são bem menos do que as análises mais a sério, sendo estas últimas uma sequência lógica daquilo que eu já escrevia numa certa coluna, numa certa publicação.

No passado, já tive alguns blogs, mas nenhum me deu tanto prazer, nem exigiu tanto de mim como o ONZE DE ESPADAS. Contrariamente a blogues que analisam o dia-a-dia quase ao minuto (e muitos deles estão entre os que mais visito e admiro), esta casa de jogo pretende análises mais profundas sobre cada momento, o que justifica que os textos sejam publicados com uma ligeira distância em relação aos acontecimentos: É esse tempo que me permite reflectir sobre um dado assunto e captar aqueles detalhes e aquelas perspectivas que uma análise mais a quente não é capaz de apanhar. No fundo, o ONZE DE ESPADAS pretende ser um espaço de reflexão, porque me obriga a pensar e porque quer deixar quem o lê a pensar (nem que seja pela via do humor).

Neste momento, nem sei ainda ao certo quais as minhas expectativas em relação a esta casa de jogo, que optei por manter de portas abertas mesmo após uma violenta crise de inspiração (é a minha faceta de escritor a revelar-se) que me fez questionar tudo. Não sei o que será o futuro e mal sei como tem sido o passado. Mas sei que estou a gostar disto, justo eu, que rapidamente me desapego em relação a quase tudo (menos àqueles que, de facto, estão sempre comigo em pensamento).

Ao longo de uma centena de posts, notei que houve gente que gostou, de facto, daquilo que eu ia escrevendo. E é isso que me dá um ânimo extra para continuar. Embora, de certa forma, esteja um pouco a escrever para mim mesmo e para não perder a mão, também não é menos verdade que o faço para outras pessoas, mesmo que, muitas vezes, não saiba quem elas são, do mesmo modo que quase ninguém sabe quem é, na verdade, o misterioso Dr. Mento (no máximo, uma ou duas pessoas).

Bem, findo este momento de divagação, resta-me agradecer a todos pelo apoio que me têm dado desde Abril, pelos muitos conselhos e até pelos reparos e críticas construtivas, sem esquecer os elogios, que sabem sempre bem (o meu ego é pequeno, anda um pouco ferido, mas ainda vai existindo).

A todos, beijos e abraços, consoante a preferência.

(E agora, vamos aos posts que interessam)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (9): A crise acabou

Não.

Esperem.

Sim, a verdade é que a crise acabou.

Mas é a minha crise.

Crise de inspiração.

Não.

Não estou a citar o Manuel Pinho.

Eu sei que esta mesa de jogo nunca teve grande nível (mais por culpa do dono do que devido aos frequentadores, que são gente de respeito).

Mas ainda não desci ao nível de um Manuel Pinho.

Isso é baixo demais.

Apesar de usar uma frase que ele usou.

Mas isso não significa que a minha inteligência (que é escassa, confesso) tenha descido a níveis de Manuel Pinho.

Isso seria grave demais.

Ainda assim, poderia ser pior.

Poderia ter citado o Augusto Santos Silva.

Mas o Augusto Santos Silva não poderia escrever este post.

Aliás, desconfio que ele nem sabe escrever.

Nem ele, nem o Manuel Pinho.

OK, CHEGA DE MERDAS E VAMOS AO QUE INTERESSA: OS POSTS ESTÃO DE VOLTA.

(E com uma subtil remodelação cromática pelo caminho)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (8): Antes de começar a falar de Europeias

Aproveitando o facto de as Eleições Europeias terem coincidido com o 50.º post (este é já o 51.º) desta mesa de jogo de má fama, aproveitei a deixa para remodelar as secções deste blog, que, ao mesmo tempo, surgem agora em caixa alta (como fui jornalista até há escassas semanas, fica-me bem dizer “caixa alta” ao invés de “em maiúsculas”).

Por isso, não se espantem se aparecerem muitas manilhas secas, já que esta secção passa a englobar todos os textos nos quais o nosso Dr. Mento (referido pelo próprio como uma entidade na terceira pessoa do singular) se dedica a dissecar, esventrar, analisar e escarafunchar (adoro esta palavra) os meandros da vida política portuguesa, onde, por acaso, até se joga o futuro de todos nós.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A MANILHA VAI SECA (16): Ainda a propósito de Jardim

(A praia estava boa e o meu computador também está)

Para não aborrecer demasiado quem passa por aqui e se dá ao trabalho de ler o que escrevo, no post anterior, optei por não me estender demasiado no texto. Sei que uma das regras básicas do jornalismo on-line é justamente a capacidade de síntese, mas também devia saber que este blog não é um jornal on-line e que aquilo que ficar por dizer pode levar a mal-entendidos. Especialmente quando se fala de Alberto João Jardim…

Jardim é uma figura longe de qualquer consenso, especialmente quando fazemos uma análise demasiado superficial ao homem que lidera os destinos da Madeira há coisa de três décadas. Porém, quanto mais percebemos e entendemos quem é este senhor, mais difícil se torna fazer juízos de valor, até porque Alberto João Jardim pode ser, ao mesmo tempo, desprezível e fantástico. Mas a dissecação do presidente do Governo Regional da Madeira é algo a merecer um futuro post, que, desde já, promete ser longo.

Quanto ao diploma aprovado pela Assembleia Legislativa, tenho a plena consciência de que se trata de uma medida puramente eleitoralista. Curiosamente, do ponto de vista eleitoralista, a medida não beneficia Alberto João Jardim (que cumpre o seu derradeiro mandato) ou o PSD-Madeira (ainda falta muito para as próximas Regionais), mas mais o PSD nacional (dada a proximidade da iniciativa com as Eleições Europeias, que, no entanto, nada têm a ver directamente com o diploma aprovado).

O facto de esta medida ter sido lançada apenas agora, a pouco tempo das Eleições Europeias, também é deveras curioso. Por norma, muitas empresas (especialmente as multinacionais) optam por apurar as contas do seu exercício segundo o conceito mais comum de ano fiscal, que abarca os três últimos trimestres de um ano civil mais o primeiro trimestre do ano seguinte. Isto significa que muitas empresas só apuram, de facto, os seus lucros a (ou até) 31 de Março.

Ora, dado que, para impedir os despedimentos, é imperioso que uma empresa tenha tido um milhão de euros de lucros no ano anterior, esta medida, tal como está, só podia ser lançada no segundo trimestre deste ano, de molde a evitar que muitas empresas tratassem de arranjar esquemas contabilísticos (despesas fictícias, por exemplo) para ficar abaixo do tal patamar de um milhão de euros.

Por aqui se percebe que, de facto, o timing do lançamento deste diploma não poderia ser outro. A alternativa seria lança-lo depois das Legislativas e das Autárquicas, mas uma espera de cinco meses poderia fazer com que a medida pecasse por ser demasiado tardia.

A questão levantada pela Maria Faia é também bastante pertinente: O diploma não deixa de autorizar o despedimento “por causas subjectivas, em que é relevante uma actuação culposa do trabalhador”. Sucede que esta parte remete indirectamente para o que está escrito no Código do Trabalho, documento, que, como já se sabe, é frequentemente desrespeitado por muitos empregadores. Mas, justiça seja feita, tal não é culpa do PSD-Madeira, mas sim das autoridades que fiscalizam o cumprimento do Código do Trabalho (designadamente a ACT) e da lentidão e/ou inoperância dos tribunais do trabalho em julgar casos ilegais de despedimento por justa causa ou de falsas rescisões por mútuo acordo.

Por fim, queria esclarecer também um pequeno aspecto: em nenhum momento eu disse que concordava ou discordava da iniciativa legislativa do PSD-Madeira. Disse apenas que o diploma parecia ter sido criado pelo PCP ou pelo BE, que, como se sabe, não votaram a favor da iniciativa. Se acham que a esta proibição de despedimentos é pura demagogia, sirvam o adjectivo ao PSD-Madeira, mas também a muitos outros partidos que há muito defendem algo parecido.

As demagogias são como as verdades, que, por acaso, são como os chapéus: há muitas.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (7): Fora de jogo

Não, não desisti de manter esta mesa de jogo de má fama (embora a frequência da mesma seja de altíssimo nível).

Sucede que o meu computador titular apanhou com um Joker preto e ficou totalmente fora de jogo. Claro que uma formatação ao disco vai pô-lo novamente de cartas na mão, mas estas operações costumam ser altamente delicadas, já que tudo se perde e nada fica ao nosso gosto durante uns quantos dias. No fundo, neste momento, estou a jogar ao Apanha 40.

se ainda consigo vir aqui fazer este post é graças a um pc portátil que em boa hora me emprestaram, mas que nem sequer tem o Word instalado (pelo menos, ainda não o descobri). Sim, porque até o meu portátil de reserva está a dar as últimas, o que não é uma boa jogada quando o computador titular está numa de fazer renúncia.

Seja como for, continuo aqui e ando atento às vossas mesas de jogo.


O sempre vosso,


Dr. Mento

domingo, 24 de maio de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (6): Não fiz renúncia

Num post anterior, fiz questão de salientar que uma das regras do Dr. Mento seria o de nunca comentar o trabalho de outros jornalistas. Contudo, pode dizer-se que o post anterior desrespeita a citada regra… ou não?

Manuela Moura Guedes tem a Carteira Profissional de Jornalista n.º 865, o que, oficialmente, faz dela jornalista. Contudo, conheço pessoas que possuem o mesmo título e que não exercem, de facto, a profissão - lembro-me do caso de um senhor que assina umas crónicas ridículas em dois jornais locais dos quais é proprietário, mas que jamais põe os pés numa redacção e não faz a mais pequena ideia de como é que um espaço destes funciona.

Pessoalmente, não entendo Manuela Moura Guedes como sendo jornalista. Vejo-a mais como apresentadora de um espaço supostamente noticioso, mas que, em rigor, acaba mais por ser um programa de entretenimento. Ainda assim, sabendo que trabalham para este programa e esta estação verdadeiros jornalistas (muitos deles, críticos do modelo seguido pela casa), optei por limar ao máximo os juízos de valor que fui tecendo.

Fica claro que não aprecio o citado programa de entretenimento e que acho que a senhora tem muito de criticável. Mas, no final, acabei mesmo por só lhe fazer três críticas: em relação às plásticas que a desfiguraram, ao seu ego inchado e à falta de brilhantismo em relação às figuras que lideraram O Independente nos seus primeiros anos. Todavia, realçar estes três aspectos é o mesmo que dizer: “O Teixeira dos Santos é grisalho”.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (5): A vossa opinião sobre um dilema de índole cromática

Confesso que, nestas últimas horas, tenho realizado dezenas de experiências em torno da conjugação de cores. Há algumas que me agradam, outras nem tanto. Há também alguns casos em que, à primeira vista, as opções pareciam interessantes, mas que, passado algum tempo, essas mesmas opções tornaram-se profundamente enfadonhas.

No momento em que escrevo estas linhas, temos um cabeçalho branco (já está definido), as barras laterais e a letra na mesma cor e um fundo principal em azul. É uma solução bastante clean e até agradável, ao mesmo tempo que, ao que me parece à primeira vista, não cansa muito os olhos. Mas tem o problema de me poderem conotar como sendo monárquico e/ou portista, embora não seja nem uma coisa, nem outra. Na verdade, preferia que não me conotassem com coisa alguma.

Neste ponto das minhas maquiavélicas experimentações cromáticas, aceito quaisquer sugestões, críticas, possibilidades, elogios, hipóteses…



Nota para a Lídia do SILÊNCIO CULPADO: Aceitei a tua sugestão e, numa das minhas experiências, voltei ao velho fundo negro (que dizes ser uma espécie de imagem de marca desta mesa de jogo de péssima fama). O resultado, em diversas variantes experimentadas, foi pavoroso. Acho que não valerá a pena ir por aí. Ainda assim, obrigado pela sugestão.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (4): Obras de remodelação

O Dr. Mento tem o prazer de informar os seus estimados visitantes e amigos que, presentemente, está a proceder a uma pequena reforma visual no seu blog. Como tal, todos os que visitarem este espaço durante o decurso dos trabalhos, poderão ter algumas surpresas (que até podem nem ser propriamente positivas), uma vez que o aspecto final do novo ONZE DE ESPADAS encontra-se ainda no segredo dos deuses.

Para falar a verdade, nem mesmo eu sei qual será o aspecto final disto.

Estou em testes. Em experiências. Algumas poderão não correr muito bem, mas é um risco que assumo em prol da mudança, da inovação, da qualidade.

(De repente, descobri que poderia ser candidato a qualquer coisa - o discurso está cá todo)

Confesso que estava já algo saturado daquele fundo negro com títulos em cores berrantes. Visualmente, poderia ter algum impacto numa primeira visita, mas, em pouco tempo, começava a cansar. Além do mais, aquele formato não fazia quaisquer concessões à legibilidade, o que, em se tratando de um blog, é algo essencial - mais ainda quando os textos variam entre o grande e o enorme.

Sem saber ainda por que caminhos me conduzirão as minhas experiências, espero, pois, que apreciem o resultado final desta campanha de trabalhos de restauro.

Grato pela vossa preferência,



Dr. Mento
(Igualmente conhecido como o Onze de Espadas)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (3): Dois esclarecimentos

Primeiro esclarecimento: No post anterior, quanto utilizei as expressões «pretos» e «maricas», fi-lo num contexto de sátira pura e dura, para enfatizar algumas tiradas públicas de Manuela Ferreira Leite, que, como todos sabem, já mostrou publicamente ser homofóbica (indirectamente, ela assumiu isso mesmo) e, em menor grau, racista. Porém, diz o Dr. Mento que a homofobia e o racismo são cartas fora do baralho nesta mesa de liberdades e de respeito.

Segundo esclarecimento: Se alguém estranhou que eu nunca fale de jornais, tal tem uma razão bastante simples. Até muito recentemente, trabalhei na imprensa escrita e, por uma questão de ética, nunca me ponho a discorrer sobre o trabalho de outros jornais, seja ele bom ou mau. Sei que tal é norma em blogs de jornalistas ou ex-jornalistas, mas não neste. Isso explica porque é que, neste espaço, ignorei o lançamento do «i», embora, a título particular, já tenha comprado o jovem diário do Grupo Lena e tenha uma opinião própria sobre o mesmo. Do mesmo modo, não irei tecer uma palavra sequer sobre os jornais para os quais trabalhei até há muito pouco tempo: eles são o que são e ponto final. Além do mais, a opinião de alguém que abandonou uma dada empresa com alguma mágoa (embora tenha saído pelo meu próprio pé) não pode, de forma alguma, ser uma opinião isenta. Mas não será aqui que irei exorcizar esses demónios.

Findos estes dois esclarecimentos, voltemos ao jogo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (2): O 10.º post

Apesar de constipado, não quis deixar de reservar o 10.º post deste blog a um agradecimento muito especial. A quem? A TODOS os que visitam este espaço (mesmo aos que só vêem sem comentar).

A todos vós, o meu mais sincero OBRIGADO.

Mas, afinal de contas, qual é o objectivo deste blog?

De início, pensei fazer deste espaço um local de sátira política pura e dura. Contudo, e se é verdade que a política portuguesa me dá material mais do que suficiente para exercer a arte do escárnio e maldizer, também não é menos verdade que há assuntos que não se compadecem com piadas, de tão sérios que são. Se falo em trabalhadores precários ou desempregados, sou incapaz de brincar com o assunto… até porque já fui uma coisa e outra e sei bem o quanto dói.

E assim decidi que, com sátiras ou falando mais a sério, este blog seria dedicado, sobretudo, à reflexão sobre assuntos de índole política, social, económica… e outros que ache relevantes. No fundo, o objectivo desta modesta mesa de jogo é pôr-vos a pensar sobre uma série de assuntos, esperando também que os vossos comentários me ponham a pensar (a alguns põem mesmo).

Quanto à orientação política do Dr. Mento, falo questão de a revelar abertamente: ele deseja, acima de tudo, um Mundo melhor. Isto significa que o Dr. Mento não é homem de se prender a ideologias, figuras ou partidos, posto que o anfitrião desta mesa de jogo é, sobretudo, um homem livre no pensamento, que, no espaço em papel onde exercia (e exerce) o seu mister, muitas são as limitações à sua liberdade de expressão - por vezes, impostas pelo próprio (que, certa vez, esteve quase a publicar uma coluna onde chamava retardado mental a Manuel Pinho, tendo optado por trocar tal expressão por outra mais suave).

Findas estas palavras de agradecimento, voltemos ao jogo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O EDITOR VAI A JOGO (1): A abertura

Ilustres convidados desta célebre casa de jogo de má fama, a equipa de edição tem o grato prazer de informar que as cartas já estão distribuídas. Todos são obrigados a ir a jogo e não são permitidas renúncias. Também não são permitidas queixas sobre o jogo que vos calhou em sorte. Aliás, falar em má sorte é conversa de mau jogador.

Nesta mesa de jogo, todas as cartas são permitidas. Até mesmo o Onze de Espadas, carta que, segundo os melhores especialistas internacionais em tarologia, significa: “Maledicência em estado puro. Atroz infâmia. Degredo intelectual sob a forma de calúnia desbragada”.

Se vos saiu o Onze de Espadas, não se queixem. O Dois de Paus poderia ser bem pior.



P’lo ilustre e magnânimo editor,

Dr. Mento